Peça a Deus: Nosso consolo, orientação e estadia

BONNIE H. CORDON
Presidente Geral das Moças
4 de Fevereiro 2020 • Devocional 

 

À medida que nos dirigimos constantemente ao Pai Celestial em oração, desenvolvemos um relacionamento com Ele que nos ajuda a ver a nós mesmos e a Ele de uma maneira mais clara. Ele nos guiará!

Para mim, é uma emoção estar aqui com vocês hoje. Isto me traz de volta uma enxurrada de memórias. Quando eu era uma missionária recém-retornada de Portugal, meu primeiro compromisso foi um devocional da BYU! Tenho um amor duradouro por essas maravilhosas reuniões. O Espírito tem uma grande capacidade de nos ensinar as coisas que estamos dispostos a receber nesses locais sagrados. Oro para que paremos por um minuto e sintonizemos com o que o Espírito gostaria que aprendêssemos hoje. 

 

A partir do momento em que recebi o convite para falar com vocês, comecei a orar por vocês - o corpo discente e a faculdade. Enquanto eu orava, o Espírito tocou meu coração, dando-me uma sensação do tremendo amor de Deus por vocês e me conscientizando de algumas de suas preocupações. Tive apenas um pequeno vislumbre da profunda solidão com a qual alguns de vocês estão lidando. Eu senti uma grande expectativa por aqueles que estão começando uma nova aventura. E tive consciência quanto à ansiedade daqueles que carregam fardos ou que estão passando por momentos de transição - preocupados com o passado, o presente e o futuro. 

Essas idéias recorrentes testemunharam-me mais plenamente que o Senhor conhece-os intimamente: tanto coletivamente quanto - mais importante - individualmente. Oh, como Ele os ama! Ele se importa com vocês de uma maneira que a linguagem humana não é capaz de expressar adequadamente. 

 

Como parte dessa experiência mortal, cada um de nós deseja se sentir amado. Ansiamos por conexão - tanto com o Pai Celestial como um com o outro. Temos nos esforçado ao longo de séculos e décadas para nos conectar. Inúmeras ferramentas foram inventadas - todas com a esperança de aliviar nossa solidão e sentir apoio e amor um pelo outro. [Foi mostrado um vídeo de muitas ferramentas modernas, concluindo com uma visão das escrituras.] 

 

Duzentos anos atrás, um rapaz leu uma promessa nas escrituras:

 

Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, sem repreensão, e ser-lhe-á dada.

Onde procuramos respostas? Qual é a nossa fonte de conforto e consolo? Quem é o nosso guia firme e permanente quando enfrentamos os desafios da vida?

 

Assim como foi para o Profeta Joseph Smith, nossa resposta é "pedir a Deus". Deus vive. Ele é nosso Pai. Ele é acessível para nós. Ele será nosso guia, nosso consolo e nossa estadia se nos voltarmos a Ele em oração - um dos maiores de todos os privilégios dados aos filhos e filhas de Deus. 2

 

Peça a Deus: Nosso Guia 

 

À medida que nos dirigimos constantemente ao Pai Celestial em oração, desenvolvemos um relacionamento com Ele que nos ajuda a ver a nós mesmos e a Ele de uma maneira mais clara. Ele nos guiará! Ele quer nos ajudar a alcançar o potencial divino e eterno que Ele sabe que é nosso. 

 

Nosso Salvador Jesus Cristo nos ensinou o padrão para a oração - um padrão com tremendo poder: chamamos o Pai Celestial, agradecemos a Ele, pedimos bênçãos e depois encerramos em nome de nosso Salvador Jesus Cristo. Quando nos aproximarmos com real intenção dessa forma, acredito que veremos como a oração pode trazer “a vontade do Pai e a vontade do Filho... em correspondência um com o outro.” 3

 

Recentemente, ao proferir as palavras familiares para me dirigir ao Pai Celestial em oração, fui tomada por um sentimento de reverência. Fiz uma pausa e pensei: "Quem sou eu para me dirigir a Deus?" 

 

Mas, quase instantaneamente, um conhecimento inato foi reacendido: Ele é meu pai e eu sou Sua filha. Eu sei que Ele deseja ouvir de mim tanto quanto eu desejo comungar com Ele. Essa experiência foi avassaladora e revitalizante ao mesmo tempo. 

 

Uma vez que humildemente clamamos a Deus, agradecemos a Ele por nossas bênçãos. Existe um poder que surge quando somos generosos com nossa gratidão. Deixe-me explicar compartilhando uma memória de infância. Quando eu tinha quatro anos de idade, fui convidada a orar durante a refeição de domingo. Comecei, e fiquei com um olho aberto para não esquecer de orar por toda a comida individualmente, nomeando-as, e por cada membro da família. Orei pelo purê de batatas, pela carne e pelo milho; depois orei por minha mamãe, meu papai, pela Linda e pela Glenn. Eu estava prestes a terminar a oração quando minha mãe sussurrou em meu ouvido: "E abençoe Rodney". Com toda a indignação de uma criança de quatro anos, eu disse: "Não, e você sabe o porquê!" 

 

Bem, eu não me lembro o que meu irmão mais velho, Rodney, havia feito para ser excluído da minha oração naquele dia. Você pode imaginar. Mas eu sei que estava com raiva por algum motivo. Talvez alguns de vocês possam se identificar com esta experiência e ter dificuldade em expressar gratidão quando estão magoados ou chateados. Se esperamos obter todo o poder dessa parte da oração, talvez precisemos abrir nossos corações mais completamente. O que poderia ter acontecido se eu tivesse agradecido a Deus por Rodney naquele dia? E se nós agradecermos por essas situações que nos trazem frustração, tristeza ou até angústia? Poderíamos abrir nosso coração e agradecer por uma provação enquanto ainda a vivenciamos? 

 

Se você conversar com alguém que passou pela fornalha ardente ou pela cova dos leões, eles lhe dirão as bênçãos que receberam, o aumento da força que receberam e até os milagres que foram descobertos em meio às provações. Ao agradecer sinceramente a Deus quando nos encontramos em dificuldade e ao longo de nossas provações, O convidamos a nos ajudar a ver nossas provações e a nós mesmos de uma maneira diferente. Agradecer a Ele, em vez de pedir que algo seja retirado, ajuda-nos a aceitar Seu esforço incessante de nos moldar em quem devemos nos tornar. Permite-nos ver um fluxo de bênçãos mais profundo e mais amplo do que jamais poderíamos compreender. 4

 

Depois de expressar nossa gratidão, temos o privilégio de pedir bênçãos; talvez uma lista muito diferente de solicitações venha de nossa reorientada visão e posição de gratidão. “O objetivo de nossas orações deve [ser]. . . assegurar para nós mesmos e para os outros as bênçãos que Deus deseja conceder, de acordo com Sua vontade e tempo.” 5 Deus nos conhece e conhece nosso potencial e nossas limitações. Ele quer nos abençoar em todas as coisas temporais e espirituais. 

 

Recentemente, encontrei uma aluna da BYU e perguntei a ela como estavam indo as aulas. Ela admitiu que sua aula de estatística estava lhe causando problemas. Conversamos por um minuto e, quando a abracei em despedida, sussurrei: "Sabe, Deus é realmente bom em estatística". 

 

E então ela respondeu: "Eu nem pensei em perguntar".

 

A palavra “google” agora é usada como substantivo, como verbo e até como adjetivo. Mas eu convido você a levar suas perguntas para a Fonte Divina que começa com D maiúsculo. A oração pode não oferecer mais de 34 milhões de resultados em um único tópico, mas através da oração você pode ser abençoado com uma mente mais clara e um entendimento mais rápido. Deus quer nos abençoar “de acordo com Seu plano para nós, consistente com a nossa necessidade de crescer” 6 - não importa o assunto. 

 

Pode haver alguns de vocês que estão pensando: "Eu orei e continuo orando, mas o Senhor não responde". Eu também tenho perguntas e preocupações que trago repetidamente a Deus. Há uma razão pela qual a oração é chamada de “uma forma de trabalho”. 7 Em algum momento, todos nós temos que “esperar no Senhor”. 8 A resposta pode estar lá, mas não como esperávamos. Pode ser uma questão de tempo, e só precisamos continuar ponderando e lutando. Precisamos confiar que o Senhor “guiará o futuro como Ele tem no passado”. 9 

 

Encerramos nossa oração em nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo - Aquele que é “o autor e aperfeiçoador da [nossa] fé”! 10 Adoro que comecemos reconhecendo nosso relacionamento com nosso Pai Celestial e fechemos reconhecendo Jesus Cristo e Seu papel em nossas vidas. Isso coloca nossa gratidão e nossa solicitação no contexto do plano divino de felicidade e nosso compromisso de viver de acordo com esse plano. O Salvador declarou: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.’’ 11 Quando sinceramente oferecermos nosso desejo e nossa vontade de segui-Lo em oração, o poder da Expiação do Salvador e nossos convênios nos ajudarão a agir de acordo com a inspiração que recebermos. 

 

Peça a Deus: Nosso Consolo 

Sabemos que a oração é uma evidência de que o Senhor entende as tempestades da vida e a necessidade de Seus filhos terem um lugar seguro para se abrigar. Embora a oração seja um trabalho espiritual, também é uma oportunidade de encontrar consolo ao nos voltarmos para Deus. O consolo é definido como conforto em momentos de tristeza ou angústia. “O Senhor é misericordioso com todos os que, na sinceridade de seus corações, invocarem o seu santo nome.” 12

 

Nosso Pai Celestial quer que nós, como Seus filhos, nos aconselhemos com Ele sobre o que é importante para nós. Se importa para nós, importa para Ele, porque nós importamos para Ele. Deixe-me ilustrar isso com uma história da minha nora, Hana. Ela disse: 

 

Enquanto servia como missionária nos Estados Unidos, fui transferida para uma nova área na qual membros maravilhosos nos alimentavam de quatro a cinco vezes por semana. No primeiro jantar que fui, a doce irmã nos surpreendeu com pizza! Empolgada com essa delícia, comi ansiosamente meu jantar e agradeci à irmã. Na noite seguinte, você pode imaginar minha surpresa quando uma família completamente nova nos serviu, novamente, com pizza! Comi a pizza e agradeci à família por sua consideração. No entanto, depois que esse padrão foi repetido todas as noites por duas semanas, eu estava cansada de pizza e comecei a temer o jantar com os membros. 

 

Finalmente, quando isso começou a me pesar, caí de joelhos e disse ao Pai Celestial que estava muito agradecida pelo serviço dos membros, mas não podia mais comer pizza. Eu precisava de um descanso, e uma refeição de legumes frescos seria maravilhosa. 

Naquela noite, depois de um longo dia de trabalho, chegamos à casa de um membro para jantar. A mãe estava visivelmente nervosa quando nos sentamos para comer. Ela explicou que estava tentando cozinhar de forma mais saudável para sua família, mas se não gostássemos do jantar dela, ela poderia pedir uma pizza para nós. Ela então nos serviu um delicioso jantar de legumes frescos! 

 

Em oração, agradeci ao Pai Celestial pelo intervalo da pizza e perguntei corajosamente se era possível comer curry com arroz no jantar. Meu coração começou a rir quando chegamos ao nosso próximo jantar e fomos servidos: curry com arroz! 

 

Esse padrão continuou por uma semana inteira. Todas as manhãs eu orava especificamente pelo que queria comer, e naquela noite os membros nos serviam, sem saber, a refeição exata 

que eu havia pedido! Finalmente, depois de uma semana, eu disse ao Pai Celestial que Ele havia vencido - eu não conseguia pensar em nenhum jantar que Ele não pudesse oferecer, e eu estava pronta para voltar para pizza ou para o que os membros servissem. Depois dessa oração, meu coração se sentiu leve e sem carga, e fiquei agradecida por um Pai Celestial tão atento e amoroso. 

 

Assim como Hana descobriu, toda alegria parece dobrada e toda tristeza suportada quando a trazemos a Deus em oração. Toda oração é um tijolo no fundamento de nosso relacionamento com o Pai Celestial. O verdadeiro dom da oração é saber que não estamos sozinhos quando o mundo literalmente nos coloca de joelhos. Muitos de nós já experimentamos em primeira mão o que o profeta Helamã advertiu seus filhos quando disse: 

 

E agora, meus filhos, lembrai-vos, lembrai-vos de que é sobre a rocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de Deus, que deveis construir os vossos alicerces; para que, quando o diabo lançar a fúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvelinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa da rocha sobre a qual estais edificados, que é um alicerce seguro; e se os homens edificarem sobre esse alicerce, não cairão. 13

 

A vida me enviou um furacão de tristeza em dezembro de 2016. Levamos nossa família em uma viagem única - uma semana na Disney. Nosso neto mais velho, Derek, tinha dois anos e meio e estava muito animado para descobrir a mágica. Desde o primeiro dia, tudo o surpreendeu. Ele segurou minha mão e, juntos, fizemos o maior número possível de passeios, caindo na cama a cada noite exaustos e felizes. 

 

No meio da quarta noite, o pequeno Derek parou de respirar e seus pais o levaram o mais rápido possível ao hospital. Eu fiquei com a família no hotel e imediatamente me ajoelhei em oração. Com certa confiança, pedi ao Pai Celestial que abençoasse o pequeno Derek para que ele se sentisse bem o suficiente para se juntar a nós naquele dia para as atividades planejadas. 

 

Enquanto eu orava, o Espírito, de forma gentil porém inconfundível, surpreendeu minha mente: “O pequeno Derek voltou para o céu.” 

 

Espere, o quê?! A resposta estava tão longe dos meus pensamentos, e ainda assim eu sabia que era verdade. Apesar do meu choque, houve uma instantânea "paz de Deus, que excede todo o entendimento" 14 em meu coração e em minha mente. Eu soube então que o pequeno Derek havia falecido. 

 

Derek esteve no hospital infantil por três dias em equipamentos de suporte básico vital. Ansiava pelo meu pequeno Derek, mas, enquanto orava, continuava a sentir conforto e consolo de um amoroso Pai Celestial.

 

Na semana após a morte de Derek, eu estava programada para fazer algumas visitas ministeriais no Hospital Infantil Primário em Salt Lake City. Eu me senti sobrecarregada e não achei que pudesse voltar àquelas imagens, sons e cheiros médicos novamente. Implorei ao Senhor por orientação. Meu coração estava sensível e não sabia se seria de alguma ajuda para os outros em seu sofrimento. Eu poderia ficar em casa? Lágrimas correram em abundância - o que é incomum para mim - e o sentimento em meu coração e mente foi: “Vá. Apenas vá!" Então, com maquiagem escorrendo pelo meu rosto, eu fui. 

 

Ao fazer o check-in, uma doce paz tomou conta de mim. O Senhor sabia da minha vontade, mesmo que eu estivesse sofrendo, e Ele havia orquestrado uma dose extra de amor por mim. Fui orientada a visitar Oliver, uma criança da Primária que lutava contra o câncer. Ele estava cheio de amor e coragem. Ele escrevera em sua grande lousa: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.” 15 

 

Até hoje esta escritura é um lembrete que meu Pai Celestial me conhece e me ama. Eu ainda tenho um buraco no coração pelo pequeno Derek - e o continuarei tendo até poder vê-lo novamente - mas, até então, ganho consolo no Senhor e continuo avançando, construindo sobre o alicerce seguro de nosso Salvador Jesus Cristo. 

 

Quaisquer que sejam seus poderosos “dardos no torvelinho” 16 , venham a Ele. Ele conhece o fim desde o começo e conhece vocês. Ele se deleita em abençoá-los e os carregará. Vocês podem confiar Nele. Vocês encontrarão descanso Nele. 

Peça a Deus: Nossa Estadia

 

Com orientação e consolo prometidos, vocês podem pedir a Deus continuamente.. Ele será a nossa estadia, nossa fonte inabalável e constante de força e revelação, se escolhermos andar com Ele, mas às vezes deixamos de orar. Permitimos que o que antes era um relacionamento próximo e uma comunicação consistente se torne distante e menos conectado.

 

O Livro de Mórmon nos ensina sobre a necessidade de oração contínua através do exemplo de Jarede e seu irmão. Na torre de Babel, o irmão de Jarede clamou ao Senhor para salvar a língua do seu povo, e o Senhor respondeu. Então o irmão de Jarede voltou a clamar ao Senhor, pedindo que o Senhor não confundisse a língua de seus amigos. Nos dois casos, “o Senhor teve compaixão..., e não foram confundidos”. 17 

 

Com essas orações respondidas, o irmão de Jarede voltou novamente ao Senhor, orando a respeito da terra em que viviam e perguntando aonde o Senhor os levaria. 18 O Senhor prometeu abençoá-los e encontrá-los no vale de Ninrode, “porque me invocaste este longo tempo.” 19 Jarede e seu irmão foram ao vale de Ninrode e, como prometido, o Senhor veio a eles e conversou com o irmão de Jarede. 20

 

Linha após linha, preceito por preceito, Jarede e seu irmão foram “continuamente dirigidos pela mão do Senhor”. 21 Eles atravessaram o deserto até a praia, onde armaram suas tendas e permaneceram por quatro anos. Certamente o poder da oração havia sido entendido e praticado ao longo de sua jornada, mas o irmão de Jarede não continuou orando ao Senhor. Como resultado, o relato diz: “E pelo espaço de três horas falou o Senhor com o irmão de Jarede e repreendeu-o por não se ter lembrado de invocar o nome do Senhor”. 22 

 

Uau! Depois de um período sendo guiado pela oração, o irmão de Jared simplesmente esqueceu de orar? Ele sentiu que tinha as coisas sob controle e não precisava de Deus? Ele lentamente abandonou o hábito de orar? 

 

O Presidente Russell M. Nelson aconselhou amigos em um estado semelhante de negligência: 

 

Entendam que com a falta de experiências com Deus, podemos duvidar de Sua existência. Então, coloquem-se em uma posição para que comecem a ter experiências com Ele. Humilhem-se. Orem para que sejam capazes de ver a mão de Deus em sua vida e no mundo a seu redor. Peçam a Ele que digam a vocês se Ele realmente existe — se Ele os conhece. Perguntem a Ele como Ele se sente sobre vocês. E então escutem” 23

 

O exemplo do irmão de Jarede nos traz esperança, porque ele se arrependeu e foi novamente guiado pelo Senhor. O Élder Jeffrey R. Holland disse: 

 

É difícil imaginar como seria uma repreensão de três horas do Senhor, mas o irmão de Jarede suportou. Com arrependimento e oração imediatos, esse profeta novamente procurou orientação para a jornada... Deus aceitou seu arrependimento e, com amor, deu mais orientações para sua missão crucial. 24

 

Depois disso, a fidelidade do irmão de Jarede foi tal que ele viu Deus face a face. 25

 

Nosso Pai Celestial e nosso Salvador Jesus Cristo nos amam. Mesmo se passarmos quatro anos à beira-mar e nunca ligarmos para casa, Eles estarão lá: prontos e esperando para nos abençoar. Como nosso relacionamento com nosso Pai mudaria se a paixão e a sinceridade de nossas orações não diminuíssem depois que a crise passasse? Vocês conseguem imaginar as verdades que descobriremos e as maravilhas que alcançaremos ao optarmos por “orar sempre” 26 com o mesmo fervor com o qual imploramos quando precisamos? 

 

Meus queridos amigos, o Salvador nos convidou: “Permaneçam em mim”. 27 Observe a promessa. Não é "comigo", mas "em mim". Testifico que, se permanecermos Nele, Seu Espírito - que é "o Espírito da verdade", o Consolador - "permanecerá conosco". 28 Não há necessidade de se atrapalhar sozinho com a vida; nós podemos ter a ajuda do céu. Através da oração entenderemos quem somos e o quanto somos amados. Saberemos quais medidas tomar para avançar em nossa própria vida e para abençoar as pessoas ao nosso redor. Nossa fé, confiança e humildade aumentarão. Testifico do conhecimento e milagres que advêm da contínua comunhão com nosso Pai Celestial. 

 

Peça a Deus. Continue tornando a oração uma constante em sua vida - oração intencional, com propósito e sincera. Permita que a oração seja seu guia, consolo e estadia. Em nome de Jesus Cristo, amém.

NOTES:

1. James 1:5.

2. See John B. Dickson, “‘Draw Near unto Me’: The Privilege and Power of Prayer,” Ensign, February 2001.

3. Bible Dictionary, s.v. “prayer,” 752–53.

4. See Larry Hiller, “Prayer of Thanks,” Ensign, February 2007.

5. David A. Bednar, “Ask in Faith,” Ensign, May 2008.

6. Joanne B. Doxey, quoted in “Fireside Counsel: Be Faithful, Clean, Strong in Prayer,” Ensign, September 1985.

7. Bible Dictionary, s.v. “prayer,” 752–53.

8. Psalm 37:9; 123:2Isaiah 8:1740:312 Nephi 18:17.

9. “Be Still, My Soul,” Hymns, 2002, no. 124.

10. See Moroni 6:4.

11. John 15:7.

12. Helaman 3:27.

13. Helaman 5:12.

14. Philippians 4:7.

15. Proverbs 3:5.

16. Helaman 5:12.

17. Ether 1:37.

18. See Ether 1:38–39.

19. Ether 1:43; see also verse 42 and Ether 2:1.

20. See Ether 2:1, 4.

21. Ether 2:6.

22. Ether 2:14.

23. Russell M. Nelson, “Come, Follow Me,” Ensign, May 2019.

24. Jeffrey R. Holland, Christ and the New Covenant: The Messianic Message of the Book of Mormon (Salt Lake City: Deseret Book, 1997), 15.

25. See Ether 3:13–14.

26. Luke 21:363 Nephi 18:1518D&C 31:12.

27. John 15:4; emphasis added.

28. John 14:1716; see also verses 13–17 and D&C 20:7779.

Bonnie H. Cordon
Bonnie H. Cordon